Forest Watch em Brasília: monitoramento florestal é pauta de reuniões no Planalto 212

A abundância e perpetuidade dos recursos naturais, bem como de condições climáticas favoráveis, são fatores imperativos para a existência dos seres humanos e todas as outras formas de vida. Entretanto, a ocorrência cada dia mais significante de fenômenos extremos – a exemplo de chuvas devastadoras, secas intensas e temperaturas excessivamente altas ou baixas – vêm colocando em risco a continuidade do planeta.

Em função dessa triste e alarmante realidade, refletir sobre medidas que visam reagir aos impactos negativos já observados e se preparar para os desafios futuros, tornou-se vital. Uma cautela que deve ser adotada por líderes e porta-vozes de todos os quadrantes do globo, inclusive do Brasil.

Buscando aprimorar e elevar sua capacidade de ação e resposta e dar um novo rumo à agenda climática em nosso país, seja com foco na prevenção de desastres e na mitigação de danos, o governo federal convidou o CEO da Forest Watch, Rodolfo Ramos, para uma rodada de conversas em distintos gabinetes ministeriais, realizada no dia 22 de novembro.

Especialista ESG certificado em GRI (Global Reporting Initiative) e portador de um currículo que também inclui certificações em XBA – Exponential Business Administration (NOVA School of Business & Economics Portugal), Mercado Internacional de Carbono (PUC-Campinas), Gestão de Emissões e Precificação de Carbono (FGV) e Inventário GHG (GreenTech), em 2011 Ramos fundou a Anubz Innovative Solutions, empresa responsável pelo desenvolvimento da plataforma Forest Watch.

Mundialmente reconhecida, a revolucionária tecnologia viabiliza o monitoramento efetivo de florestas nativas e plantadas (via satélites), rastreabilidade com credibilidade de todos os ativos e, ainda, ferramentas para compliance e Marketing ESG. Um pacote completo para garantir transparência, conformidade, auditabilidade e escalabilidade a projetos florestais – sejam eles realizados em áreas urbanas ou rurais, e para fins de reflorestamento, preservação, manejo e cultivo.

Foco na agenda climática e no Desenvolvimento Sustentável

A atribulada agenda no Palácio do Planalto teve como ponto central três objetivos. O primeiro deles foi apresentar os valiosos benefícios que a Forest Watch pode oferecer a importantes órgãos governamentais, ao passo que o território brasileiro é cerca de 60% composto por florestas que, por sua vez, desempenham relevantes funções sociais, econômicas e ambientais. 

O segundo foi enriquecer os debates realizados na esfera federal, acerca da elaboração de planos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Isso porque profissional sênior premiado na COP21, participante convidado da COP24 e palestrante no TEDxLisboa 2023, Ramos atualmente ocupa posição de destaque em conferências que visam estruturar estratégias de ação nas áreas de mercado de carbono, aquecimento global, desenvolvimento sustentável, conservação e recuperação do meio ambiente.

Por fim, acompanhado pelo diretor do Núcleo de Projetos e Parcerias da Universidade Zumbi dos Palmares, Alberto Saraiva, a pauta foi contribuir com a Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS).

Criada por meio do Decreto nº 8.892, a CNODS é uma instância colegiada paritária, de natureza consultiva, responsável por conduzir o processo de articulação, a mobilização e o diálogo com os entes federativos e a sociedade civil, com a finalidade de internalizar,  difundir  e  dar transparência  ao  processo  de implementação  da  Agenda  2030  para  o  Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), subscrita pela República Federativa do Brasil.

Rodada de reuniões 

Para dar início à sequência de reuniões em Brasília, ainda no período da manhã Rodolfo Ramos e Alberto Saraiva se dirigiram ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), para apresentação do “Programa de monitoramento, rastreamento e compliance ambiental de ativos naturais”.

O encontro contou com a presença da secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Marcia Barbosa, e do diretor do Departamento para o Clima e Sustentabilidade da mesma pasta ministerial, Osvaldo Moraes, que também é coordenador do Comitê Permanente da Organização Meteorológica Mundial (OMM) para Redução de Riscos de Desastres, e membro do Comitê Assessor de Ciência e Tecnologia para as Américas e Caribe, do Escritório da ONU para Redução de Risco de Desastres.

Encerrada a reunião na Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (SEPPE) do MCTI, Ramos e Saraiva rumaram para o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), onde foram recebidos por Hugo Mercês, chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável.

E, para finalizar a agenda no Planalto, após inúmeros encontros que ocorreram ao longo do dia com vários representantes do governo federal, a recepção ficou a cargo da Secretaria Geral da Presidência, da qual a Comissão Nacional para os ODS é vinculada.

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