Ciclone bomba: árvores alteram fluxo do vento e ajudam a reduzir danos 514

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Árvores calculadamente alinhadas de modo a compor a paisagem pastosa em trechos de rodovias. Certamente você já reparou nesse cenário, em alguma viagem que tenha feito. E se continuar a buscar na memória, também irá prontamente se recordar das praias que visitou e que tinham imponentes fileiras de palmeiras e arbustos ao longo da orla. Sem falar nas áreas verdes igualmente projetadas dispostas nos canteiros centrais de avenidas e na cercania de indústrias e condomínios residenciais.

Mas, afinal, o que de relevante isso tem, a ponto de iniciar um artigo? Simples: é que muito além de atributos ornamentais, algumas espécies arbóreas exercem com maestria a função de barreiras naturais de quebra-vento. E rajadas de vento, como sabemos, podem ser bastante destrutivas dependendo da circunstância de sua ocorrência.

Tanto que entre 30 de junho e os primeiros dias deste mês, alguns episódios de vendavais e fortes ressacas foram registrados no litoral sudeste do país, causando danos materiais e gerando pânico em muitas pessoas. Já na região sul do país, um tipo de ciclone extratropical de grande potencial nocivo provocou incontáveis estragos em várias cidades.

Denominado “ciclone bomba” devido à capacidade de causar grande destruição em um curto espaço de tempo – como ocorre com a explosão de uma bomba –, Santa Catarina passou, na ocasião, pelo que foi considerado o pior evento climático com ventos da história do estado. Zona sulista mais afetada, computou milhares de imóveis danificados e devastados e, infelizmente, vidas perdidas.

E aí retomamos ao ponto inicial do texto: prever e/ou impedir o acontecimento de fenômenos meteorológicos nem sempre é possível. Mas, com planejamento, minimizar eventuais prejuízos provocados por manifestações climáticas torna-se totalmente viável. E o melhor de tudo, no caso específico dos ventos, é que a ajuda vem da própria natureza.

Massa vegetal para controle da velocidade dos ventos

O vento nada mais é que o ar em movimento, fenômeno este formado pelo deslocamento frequente e contínuo do ar na superfície terrestre. O ar se movimenta em razão da diferença de temperatura e pressão da atmosfera.

Responsável por desempenhar papel bastante importante na vida dos seres vivos – com destaque para o fato de levar para longe o “ar viciado” e trazer ar puro, rico em oxigênio – , o vento pode se manifestar, resumidamente, por ocorrências regulares ou irregulares constantes, sazonais, variáveis e locais.

Outra característica desse fenômeno é que tanto direção quanto intensidade podem sofrer influências modificadoras ao longo da rota de incidência. O mesmo ocorre com a velocidade, que pode variar conforme as configurações topográficas e existência de massa vegetal no percurso, bem como pela posição do local em relação às linhas costeiras e outros fatores.

Sobre a presença de vegetação como fator significante para determinar a velocidade do vento em determinada área, estudos apontam redução da velocidade em até 85%, se comparada a territórios sem árvores. E é neste ponto que as cortinas quebra-vento se mostram extremamente benéficas na formação de áreas protegidas da ação dos ventos.

Árvores como cortinas quebra-vento

Como o próprio nome diz, cortinas quebra-vento têm por objetivo principal reduzir a velocidade do vento. Técnica que utiliza barreiras vegetais (formadas por linhas ou faixas de árvores e arbustos) planejadamente plantadas, é bastante eficaz para proteger áreas específicas dos efeitos negativos desse fenômeno.

Aplicadas habitualmente em bordaduras de zonas de produção agrícola ou pecuária para proporcionar um ambiente mais favorável à produtividade das lavouras e dos animais, as cortinas também são muito vantajosas nos centros urbanos. Isso porque bem além de aumentarem o bem-estar de plantas e bichos, melhoram as condições de vida das pessoas. E, de quebra, dão um up grade na paisagem e aumentam o valor patrimonial de propriedades.

Diversas são as funções que uma cortina quebra-vento pode desempenhar, portanto, em áreas situadas em extensões florestais ou zonas habitadas. São as principais: amenização do clima local; controle da erosão eólica (danos ao solo); proteção da vida selvagem e melhoria da paisagem.

Contudo, para que essas funcionalidades sejam cumpridas com eficácia, o suporte de uma empresa especializada na elaboração e execução de projetos de plantios é fundamental, uma vez que a adoção de cortinas exige a consideração de diversos aspetos técnicos, conforme cada caso.

Constituição e instalação de barreiras vegetais

A constituição de uma cortina quebra-vento pode ser diversa, dependendo dos objetivos e das condições da área em que será aplicada. Sendo assim, existem inúmeros pontos que devem ser observados, de modo a garantir que funcione no controle dos ventos.

Uma das principais configurações do projeto consiste na adequada seleção das espécies que serão plantadas, sendo que a composição deve levar em conta a altura das plantas, homogeneidade e permeabilidade. A preparação correta do terreno no tocante à saudabilidade do solo e orientação do plantio é igualmente fundamental para possibilitar diversas soluções consoantes aos objetivos pretendidos.

Sobre a composição das espécies, importante ressaltar que um projeto de barreira vegetal que visa boa eficácia deve sempre indicar de dois a três elementos: árvores altas, árvores em talhadia e arbustos.

Parâmetros básicos apontam, de um modo geral e a título de curiosidade, que as árvores altas podem chegar a uma altura entre 12 a 20 metros, consoante as espécies e o local. O segundo elemento, as árvores em talhadia, podem desenvolver-se até uma altura de 5 a 12 metros e, por último, o componente arbustivo, pode alcançar entre 2 a 5 metros, conforme o tipo de arbusto.

Ainda sobre a multiplicidade dos elementos que integram uma cortina quebra-vento, os espaçamentos utilizados entre as plantas variam conforme as particularidades de constituição de cada tipo de cortina e das espécies nela inseridas. Geralmente respeita-se, para as árvores de maior dimensão, um espaçamento que pode variar entre 6 a 8 metros. Já para as árvores em talhadia cerca de 2 metros e, para os arbustos, 1 metro.

Por fim, de forma a providenciar melhor efeito protetivo em zonas extensas, a indicação por vezes é implementar sistemas de cortinas dispostas nos formatos de defesa múltipla, em paralelo ou em compartimentação.

Os ventos andam atrapalhando a produtividade agrícola ou industrial da sua empresa, ou então a qualidade de vida na sua região? Entre em contato com a gente que iremos te ajudar a elaborar um projeto totalmente personalizado e adequado para as suas necessidades.

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