Reflorestação, plantações e voluntariado? Sim, mas com transparência! 992

Muitas pessoas querem ajudar mas não sabem por onde começar. O problema está identificado e a maioria bem consciente das consequências das áreas verdes perdidas, para a humanidade e para o planeta,  de modo que cada vez há mais respostas para as ações que visam repor florestas perdidas.

Mas, como em todas as ações que envolvem boa vontade, ou neste caso, até obrigações legais muito sérias, é necessário haver transparência. Não é preciso saber muito para se saber que uma parte bastante significativa das árvores plantadas não vão sobreviver. Só para dar um exemplo.

Ouve-se, lê-se, “vamos acompanhar o crescimento da floresta”. E é aqui que a fórmula usada até agora não serve. Primeiro, porque um acompanhamento humano é bastante dispendioso e um recurso raramente usado. Segundo, porque dizer que “vão acompanhar” já não é suficiente para a opinião pública, cada vez mais informada e exigente. Mais, sabe-se também que terrenos largados e esquecidos estão sujeitos a fogos que derrotam vidas e esforços de décadas. E, como é obvio, quem se envolve precisa de dados que indiquem o sucesso da tarefa.

A palavra de ordem para dar sentido e credibilidade a qualquer ação de reflorestação é a transparência, oferecida e partilhada publicamente, com dados e imagens de crescimento e sobrevivência, com dados de resgate de CO2, bem como a rastreabilidade das atividades realizadas em campo, entre outros.

Onde há um problema, há uma solução. Vamos trazer luz às empresas que andam a fazer bem? E quem sabe melhorar as ações de quem, apesar da boa vontade, não sabe muito bem o que anda a fazer ou qual o valor real da sua contribuição.

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