SiD em inventários florestais: como obter estatísticas que valem ouro, a baixo custo 931

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Quando falamos em Rússia e Brasil, a primeira coisa que hoje nos vem à cabeça é futebol. Ou melhor, Copa do Mundo. Mas apesar do tema ser de extremo interesse para os amantes dessa empolgante modalidade esportiva, o artigo em questão se inicia com a abordagem de um outro viés não menos relevante, com base em uma curiosidade relacionada a esses dois países: a área florestal existente em ambas potências mundiais.

Enquanto a Rússia lidera o ranking global de reservas verdes, com mais de 850 milhões de hectares de floresta – número que corresponde a 22% do total mundial –, o Brasil, famoso por abrigar grande parte da maior floresta existente no planeta, a Floresta Amazônica, detém cerca de 493,5 milhões de hectares cobertos por florestas naturais (485,8 milhões de hectares) e plantadas (7,7 milhões de hectares).

Com cobertura verde que corresponde a praticamente 58% do território nacional, podemos dizer, portanto, que o Brasil é um país florestal. E é dessa afirmação que seguimos em um assunto importantíssimo para a manutenção desse positivo cenário: o que é, para que serve e como realizar um inventário florestal com a ajuda do SiD, o primeiro sistema para identificação digital de árvores por meio de QR Code do mundo.

Afinal, conhecer e monitorar com precisão o máximo possível da biodiversidade florestal brasileira é muito mais que um desafio. É uma necessidade vital tanto para o poder público formular políticas de conservação, desenvolvimento e uso dos recursos florestais, quanto para empresas conhecerem a dinâmica de áreas verdes para, então, elaborarem planos adequados de manejo e exploração florestal.

Inventário florestal: conceito

Realizado para fornecer informações sobre a quantidade e qualidade de recursos florestais, o inventário florestal é um procedimento crucial quando o que se busca é entender a estrutura verde constante em determinado local. Com finalidade exploratória, de reconhecimento ou semidetalhe, é de grande utilidade para mapear e monitorar não só reservas florestais e áreas de manutenção da vida silvestre, mas, também, zonas de reflorestamento comercial (para fins de extrativismo) e de recreação, entre outras.

Quando bem executado, um inventário florestal é capaz de apontar a descrição topográfica da propriedade, determinar os melhores critérios e condições para o manejo das espécies conforme as condições pré-existentes, revelar as características sobre as quais as árvores estão crescendo, e, de quebra, definir quais florestas têm potencial para produção ou conservação.

Em florestas com fins madeireiros, por exemplo, mostra-se a ferramenta mais precisa para compreender a espécie florestal incidente e controlar estoques de madeira, graças à possibilidade de captação e cruzamento de dados de amostragem aptos a estimar parâmetros como volume, peso, área basal, qualidade do fuste (parte principal do tronco de uma árvore), estado fitossanitário e classe de copa. Pode, ainda, fornecer estimativas sobre o potencial de crescimento das árvores, quando realizado com constância.

O SiD nas etapas do processo de inventário

Seja de cunho tático ou estratégico e feito com base em enumeração total (ou censo) ou por amostragem, o inventário florestal divide-se em quatro fases: planejamento, marcação das parcelas, coleta e processamento dos dados. A perfeita execução dessas etapas é fundamental para a obtenção de resultados precisos.

Em resumo, uma vez determinados o objetivo do processo de inventário e o método de amostragem que será adotado (se casual simples, casual estratificada, em conglomerados ou sistemática em um ou dois estágios), o engenheiro florestal responsável pelo projeto deve definir o tamanho e o formato das unidades amostrais (se por parcelas ou faixas). Dá-se início, então, às etapas de marcação, coleta de dados e processamento das informações que vão compor o inventário florestal. E é nesses três estágios que o SiD entra para agregar valor e reduzir custos.

Utilizadas para marcar e georreferenciar individualmente cada ente arbóreo da floresta inventariada ou uma ou mais unidades que irão representar os lotes correspondentes a cada faixa ou parcela, as tags de identificação digital de árvores que compõem o SiD – e que podem ser de polipropileno ou alumínio, ambas com proteção UV – possibilitam, em um primeiro momento, a delimitação precisa da área.

Uma vez feita a marcação e ativação das tags, o SiD passa a permitir que os dados obtidos sejam inseridos em um sistema único e seguro, capaz de aglutinar e processar todas as informações lançadas na plataforma correspondente ao projeto. Muito além de substituir fichas manuais e arcaicas planilhas de Excel, a coleta digital dos dados reduz o tempo de permanência em campo e os gastos operacionais, oferecendo, ainda, facilidade e rapidez no cruzamento e análise das informações registradas.

Método inteligente para gestão de ativos ambientais e inventários florestais, no SiD estão inclusos módulos de ordem de serviços, de inspeções e vistorias que fazem toda a rastreabilidade das atividades realizadas em campo. Projetado para uma interface amigável, a ferramenta viabiliza que a condução dos projetos nele inseridos seja feita de maneira simples, eficiente e transparente, utilizando o que há de mais moderno em arquitetura de cloud computing e criptografia de dados.

Com ampla capacidade de autoescalonamento e passível de ser utilizado em dispositivos autenticados que permitem, inclusive, ações de modo offline, o SiD é a ferramenta ideal para funcionar em qualquer circunstância de demanda de recursos.

Aproveite que no dia 17 de julho é comemorado o Dia de Proteção das Florestas e entre em contato com a gente para saber como dar início a um projeto de inventário com a ajuda desse valioso sistema, ou, então, modernizar projetos já existentes.

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